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MIAMI, EUA

24 Maio, 2017
MIAMI, EUA

Há muito mais para ver na capital da Flórida do que apenas praias douradas e corpos bronzeados. A cidade das palmeiras está a passar por uma verdadeira renovação cultural, como nos conta Blossom Green.

Porquê ir?

Não é nenhuma surpresa que os visitantes dos países mais frios queiram descer esta costa – a capital do ‘Sunshine State’ é abençoada com temperaturas subtropicais que flutuam ao longo do ano a uma média de 20 graus. A mais jovem das cidades americanas emergiu dos pantanais em 1896 e o seu apelido ‘The Magic City’ (‘A Cidade Mágica’) deve-se ao seu rápido crescimento. Hoje é uma metrópole com a impetuosidade da juventude, o glamour do progresso e um misto de história e multiculturalismo. Ponha os óculos de sol, arregace as mangas e junte-se aos festivaleiros que só precisam de uma desculpa para sair à noite.

O que fazer?

Rubber Duckie, o icónico pato de prata do Starck

Seria impróprio visitar Miami e visitar apenas as praias (embora isso seja o ponto alto da viagem). Esta cidade tem um cenário cultural próspero e o Faena Arts District, em Miami Beach, é a grande novidade. É um labirinto que inclui um centro artístico, um hotel, um bazar e um parque. Perto daqui, SoBe (South Beach) é um resort de férias, com meio século de existência – um lugar onde as boutiques vistosas e os carros ainda mais vistosos chocam com o balanço das palmeiras e a doçura dos cafés de praia. Esta área, com mais de 800 edifícios de estilo art deco, pintados em tons pastel, é um paraíso para os apaixonados pela arquitectura e pelo design. Visite o museu Wolfsonian-FIU e fique a par das últimas tendências. De seguida, visite o mercado de agricultores da Lincoln Road, que ocorre todos os domingos e é um lugar extraordinário para provar os produtos locais. Outro distrito em alta é Wynwood,  atualmente palco de uma autêntica renascença epicurista, muito conhecido pelas instalações artísticas de rua, multicoloridas, a fazerem concorrência à zona leste de Londres. Pare no Dr. Smood, beba um sumo gelado e depois prossiga o passeio pelo bairro Little Havana – essencial pela sua história, pelos charutos e um por um certo charme latino-americano que se vai perdendo.

 

Onde ficar?

As cabanas do hotel Nautilus

Os hotéis nesta cidade são a perfeita combinação de glamour e vitalidade. Não faltam lugares únicos em SoBe e a sua maioria tem acesso à praia. O nosso favorito é o hotel neobarroco Nautilus com uma enorme piscina de água salgada. Ficar no The Raleigh é como ser transportado para uma Polaroid. Aberto desde 1940, este hotel arte deco, modesto e confortável, possui todo o fascínio retro de umas férias no litoral americano nos Anos 50. Quem é adepto de festas deverá dirigir-se ao quarteirão mais a sul e experimentar o SLS South Beach. Philippe Starck foi o responsável pelo design dos seus interiores contemporâneos, inspirados na Madame de Pompadour, amante de Luís XV. O clube Hyde Beach é o lugar ideal para conviver com pessoas atraentes e dançar até ao amanhecer com um DJset a tocar ao vivo. Na Ocean Drive, destaco, discretamente, o The Betsy – South Beach que está no limiar da sua reinauguração, agora com uma nova ala e uma piscina no terraço.

 

Onde comer e beber?

 Desde os restaurantes mais elegantes até às roulottes de Tropical Park, a comida de fusão é extremamente importante em Miami: é nela que reside o brilho da diversidade étnica da cidade. Comece com uma sanduíche Cubano. Vai encontrá-las com diferentes aspetos, desde fiambre, carne de porco assada e fumada, queijo, pickles e mostarda, numa baguete torrada, e até variações que incluem rillettes, croquetes e folhas de mostarda. Experimente uma na Islas Canarias em Little Havana. Phuc Yea, na Upper East Side é um restaurante vietnamita-cajun onde a comida é caseira, bem apresentada e impressionante. Peça o camarão do golfo cajun frito no wok e pato Caja China cola (o molho hoisin é feito com Coca-Cola). O Michael’s Genuine Food & Drink é uma demonstração que faz jus ao Design District. O fornecimento de ingredientes locais é a chave e a ementa tem sotaques asiáticos e do médio Oriente: pense em coelho assado com açafrão, azeitonas e alperce e caranguejo negro da pedra com sambal verde (um ingrediente asiático). Para aqueles que não dispensam o pôr-do-sol, é obrigatória uma passagem pelo The Deck at Island Gardens, onde o espírito de Ibiza se cruza com o dos Estados Unidos.

A ficar sem tempo?

Fuja dos corpos brilhantes na praia e das batidas eléctricas da música e dirija-se ao Maximo Gomez Park, onde pode juntar-se aos jogadores de dominó: habitantes locais a fumar puros, descontraidamente, ao final da tarde.

Dica de viagem

O cartão de ida-e-volta Go Miami Card pode ser descarregado diretamente para o seu telemóvel e oferece-lhe acesso livre a mais de 25 atrações, como o cruzeiro em Biscayne Bay ou uma bicicleta em Miami Beach ou South Beach.

Piscina do hotel Nautilus


Informação de Viagem

A moeda utilizada é o dólar americano. O fuso horário é cinco horas a menos que o de Portugal. O tempo de voo directo a partir de Lisboa dura cerca de 9 horas.

Como chegar

A TAP tem voos directos para Miami.

Fontes de Informação

Miami and The Beaches é o lugar a visitar para obter informação e inspiração sobre as últimas tendências e o que fazer nesta cidade.

Leitura Adicional

15 Views of Miami (Bertrand, 19€) é um retrato literário, contado em histórias soltas, assinadas por um conjunto de autores locais premiados que refletem a diversidade da cidade.


Temperatura Média e Pluviosidade:

 

                   Jan          Fev          Mar          Abr          Mai          Jun          Jul          Ago          Set          Out          Nov          Dez

Mín ºC       15            16            17            20            22          23           24           24           24           22           18           16

Máx ºC      24            25            26            28            30          31           31           32           31           29           26           25

mm             2             2               2              2              5            5             5             6              7             5            2             1

 

Este artigo foi publicado na edição de maio/junho de 2017 da revista Food and Travel Portugal.

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