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NÃO PODE PERDER EM PARIS: LE MARAIS

por Food and Travel Portugal
NÃO PODE PERDER EM PARIS: LE MARAIS

A zona histórica da capital francesa e berço do ‘bairro judeu’ da cidade, as paredes douradas do Le Marais escondem uma rica herança gastronómica, cultural e arquitetónica. Lucy Kehoe deixou-se levar pelas ruas.

Fotografias: Andy Hay; Guillaume de Laubier; Augustin de Montesquiou; Unsplash; parisinfo.com

A HISTÓRIA
Casa de boémios, artistas e párias da sociedade, os edifícios entrincados, os becos estreitos e as maisons medievais do Le Marais são algumas marcas do grand siècle de Paris. Vagueando entre o terceiro e o quarto bairros, praças graciosas rodeadas por pastelarias e cafés estão mergulhadas numa elegância de velho mundo – mas há coragem por trás da beleza.

A eclética diáspora judaica buscou aqui refúgio da perseguição, e as elites artísticas como Picasso e Victor Hugo encontraram inspiração e acolhimento nas comunidades asquenaze da Europa Oriental e sefarditas do norte da África.

O MARAIS MODERNO
Por todas as ruas pavimentadas, fachadas pintadas à mão e elegantes casas aristocráticas, a infraestrutura medieval do Marais apresenta uma irreverência moderna. A presença judaica permanece — observe as curvas ondulantes do estilo art nouveau na Sinagoga Agoudas Hakehilose e passeie pela Rue des Hospitalières para ouvir o ídiche – falado nas padarias onde o aroma da challah acabada de sair do forno enche o ar às sextas-feiras.

O Museu da Arte e História do Judaísmo aejm.org fica agora ao lado do Museu Picasso museepicassoparis.fr e galerias de arte de vanguarda. Espremidos entre as catedrais da ‘alta cultura’ e da confusão da Rue des Rosiers, as lojas judaicas, cafés minúsculos e wine bars alimentam os discípulos da arte e os fanáticos da moda, enquanto restaurantes parisienses ruidosos combinam pratos de bistrô com sabores africanos, israelitas e judeus.

ONDE COMER
O Marché des Enfants Rouges é o mercado coberto mais antigo de Paris: percorra os caminhos e prove as salsichas de borrego fumadas com cuscuz e as versões gaulesas das bento japonesas.

Dirija-se ao L’As du Fallafell-as-dufallafel.zenchef.com para pittas quentes fofas, recheadas de bolinhos de grão, couve roxa em conserva, baba ganoush e molho de limão tahine. Ou desça a rua e experimente o Sacha Finkelsztajn – a montra amarelo-canário deste point da gastronomia judaica está cheio de strudels, pletzels e cheesecakes.

Para sabores levantinos, o menu no quadro de giz do Miznon miznonnyc.com/paris inclui couve-flor grelhada e pittas de carne, enquanto o Chez Omar 47 Rue de Bretagne oferece clássicos de bistrô da cozinha argelina. E não se vá embora sem provar a sanduíche de carne curada da delicatessen Florence Kahn 24 Rue des Ecouffes.

ONDE FICAR
Como sempre nesta cidade, o luxo não garante muitos metros quadrados de espaço, por isso, procure quartos sabiamente
designados por esconderijos.

A restauração art déco em tons pastel feita por Philippe Stark no Hôtel 9Confidentiel hotel-9confidentiel-paris.fr acrescentou luminosidade às paredes dos quartos pintadas em cores de algodão doce e repletas de espelhos.

Para uma inspiração literária, experimente o Hôtel du Petit Moulin hotelpetitmoulinparis.com cuja receção, situada numa antiga padaria, foi outrora frequentada por Victor Hugo.

No Cour des Vosges courdesvosges.com os interiores são decorados com obras de arte dos proprietários. No Sinner’s sinnerparis.com terá uma espécie de vibração monástica moderna, com quartos sossegados, mas onde o restaurante e bar Albutio faz as delícias dos glutões mais pecadores.

Artigo publicado na edição dezembro/janeiro 2021.

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