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OREGON: VINHO E OSTRAS A OLHAR O PACÍFICO

by Food and Travel Portugal
Praia de Cannon Beach

Porque será que tantos artistas e chefs talentosos querem exercer a sua atividade no estado de Oregon, nos Estados Unidos? A energia da sua região vinícola, a linha costeira repleta de saborosos caranguejos e ostras e uma invejável qualidade de vida pode ser a resposta, como conta Fiona Sims.

‘Usamos o que cultivamos’ devia ser o slogan oficial do Oregon. O estado do Pacífico Noroeste é fanático com a produção de alimentos da forma mais sustentável possível e basta uma visita ao mercado local para percebermos que o valor está nos ingredientes crus. Esta cultura gastronómica obsessiva não é considerada excêntrica ou marginal, mas sim a regra em toda a região. A maior cidade do estado, Portland – o refúgio dos mais alternativos – é hoje uma moderna área urbana onde convivem agricultura e turismo, contribuindo para a renovação das áreas rurais que a rodeiam. Abrindo caminho para outras zonas dos Estados Unidos da América, não é surpreendente que esta região atraia apaixonados por comida, que competem genuinamente pela abóbora mais bonita ou pela descoberta de uma nova variedade deste legume.

Vinhas de Willamette Valley

Os chefs e os vinicultores trabalham mais em conjunto em Oregon do que em qualquer outro local onde já estive. Talvez porque as vinhas mais importantes da região vinícola de Oregon, Willamette Valley, avançam até aos limites verdejantes de Portland ; ou também por causa da simpatia dos seus habitantes. Mas se pensa que esta zona tem alguma semelhança com Napa Valley, a principal região de vinhas da Califórnia, pode pensar de novo. Aqui, é mais provável que os vinicultores o cumprimentem pessoalmente, em vez de encontrar um sinal luminoso repetitivo à entrada; até pode ser que o convidem a entrar nas suas casas e experimentar o salame caseiro, como aconteceu connosco, em vez de exibirem um vídeo à saída da loja de lembranças.

Não significa que não haja técnica: quase metade destas vinhas foram certificadas como sendo sustentáveis, orgânicas ou biodinâmicas, e muitas outras estão a caminho de o ser. Os visitantes mais ‘eco-conscientes’ podem explorá-las numa das várias tours disponíveis. Para uma prova de vinhos, um dia é suficiente, mas é muito mais gratificante se dispensar dois ou três dias para descer o vale bucólico, escolhendo a dedo os melhores produtores. Melhor ainda, se conseguir tirar mais dois dias para subir a costa – outra das paisagens grandiosas do Oregon. E esse era o nosso plano!

Jason Lett, da Eyrie Vineyards
Jason Lett cultiva pinot gris e pinot noir, na Eyrie Vineyards

Oregon não é nenhuma terrinha – é o quarto maior estado de produção vinícola dos Estados Unidos – e Willamette Valley é a vanguarda dessa atividade, embora de uma forma discreta e amigável. Localizado a oeste de Portland, esta área estende-se ao longo de cerca de 240km desde a cidade de Yamhill Valley (tendo McMinnville como principal centro), através de Salem e para sul até Eugene. É fácil de perceber a razão pela qual os primeiros colonos que aqui chegaram no século XIX foram seduzidos pela riqueza dos solos para a agricultura, hoje evidente nos pomares imensos, quintas e aldeias verdejantes. Os primeiros vinicultores só chegaram muito depois, nos anos 60 do século XX, e entre eles estavam Dick Erath e David Lett. Em 1965, David e a sua mulher, Diana, desfizeram o seu velho pomar de ameixas e plantaram pinot noir no clima marginal da área de Dundee Hills, no Willamette Valley, dando-lhe o nome de Eyrie Vineyard. Eles defendiam que os melhores vinhos são feitos a partir de uvas que amadurecem com dificuldade – e a sua teoria resultou. A pinot noir é agora a uva mais popular desta região, que é um dos melhores lugares do mundo para a cultivar, com 5,993 hectares na última contagem.

Desde o falecimento de David Lett em 2008, que o seu filho Jason, igualmente carismático, gere a propriedade que continua a ser pioneira. Tivemos a oportunidade de falar com ele na sua adega de McMinnville, enquanto media os níveis de açúcar no sumo acabado de espremer.

‘Este pinot gris tem uma graduação alcoólica de 21%, mas estou à espera que alcance os 22,5%’ diz, carrancudo. Ele está a tentar perceber qual a melhor altura para fazer a colheita das uvas, que crescem a 259m de altitude. A Eyrie South Block é, normalmente, a primeira a ser colhida. ‘Vê? Este pinot noir ainda está um pouco granular, não tem aquele deslize suave no palato – bastante semelhante à passagem de um avião entre as nuvens,’ graceja, enquanto serve uma amostra do produto final, para mostrar como os sabores evoluem: gracioso e elegante, com aromas complexos. Na extremidade das Dundee Hills, vindo de norte desde McMinnville, na Route 99W, vamos encontrar outra figura central dos vinhos do Oregon, Susan Sokol Blosser. Susan apresenta-nos o seu filho Alex, que está ocupado a acompanhar a primeira colheita de uvas.

Prova de Vinhos
Prova de Vinhos

‘Estamos a colhê-las três semanas mais tarde do que no ano passado, mas as quantidades parecem boas,’ esclarece ele, analisando as uvas que vão chegando dos 35 hectares de vinhas. Susan acrescenta: ‘Quando começámos a plantar aqui, experimentámos várias coisas, desde müller-thurgau até cabernet sauvignon. Por fim, acabámos por deixar apenas a pinot noir. As coisas aqui mudaram muito depressa – numa geração apenas.’ De facto, das 600 adegas que existem agora no Oregon, 225 estão em Willamette Valley.

Maggie Harrison faz parte da nova geração de vinicultores. Depois de abandonar a posição de enóloga assistente na produtora californiana Sine Qua Non, deu por si nas colinas de Eola-Amity a olhar para as vinhas de pinot noir. ‘O sol dourado, a gravilha sob os pés e o avermelhado das rochas fizeram-me pensar: alguém ainda vai fazer algo especial deste lugar – e esse alguém posso ser eu,’ recorda. O pinot noir de Maggie é algo de outro mundo – especialmente os seus famosos Botanica, com aroma a violetas e frutos picantes, e o Antikythera, rico em minerais e um travo de ameixa. Remy Drabkin é outra estrela em ascensão no Oregon. Quando ainda andava na escola, já ela passava muito do seu tempo nas vinhas com os grandes ícones locais, como Dick Erath. ‘Cresci rodeada por esses pioneiros. Ficou-me no sangue,’ admite Remy, que produziu o seu primeiro vinho em 2006.

E, mantendo o verdadeiro espírito pioneiro, ainda faz muitas experiências com castas italianas, que acabam por ter resultados surpreendentes. O seu Lagrein, de 2010, originalmente de Piemonte, foi listado como um dos 50 melhores vinhos do Oregon pela revista Portland Monthly. ‘Penso que a lagrein possa ter aqui um grande futuro,’ confessa. ‘Os cachos são bem abertos – ao contrário da pinot noir. E mesmo num ano frio e húmido, não há qualquer indício de botryotinia (fungo). Tem uma textura agradável e é incrivelmente versátil – mesmo com as ostras.’ Completamente rendidos, comprámos uma garrafa (33€), para testar a sua teoria mais tarde, em Netarts Bay.

Vinhas de Montinore Estate
Vinhas de Montinore Estate

Remy não é a única que cultiva lagrein. Rudy Marchesi também tem feito sucesso com esta casta, bem como com a outra italiana, a teroldego. Rudy é proprietário do Montinore Estate, com 85 hectares, na área de Forest Grove, no Willamette Valley. A propriedade foi uma das 12 do estado certificada como biodinâmica. Espreitamos para dentro da caixa de truques mágicos de Rudy na sua adega – a sua preparação do solo biodinâmico inclui as cascas de ovos das suas galinhas, camomila e flor de valeriana. ‘Temos um pastor que traz aqui as suas ovelhas periodicamente para vaguear entre as vinhas,’ explica Rudy, natural de Nova Jérsia, que também produz queijo e salames.

A hora de nos fazermos à estrada (e à costa) chegou demasiado cedo. Enchemos o carro de mantimentos – frutas e nozes – comprados em lojas à beira da estrada, para petiscarmos durante a viagem. Oregon é o segundo maior produtor de peras dos Estados Unidos, depois de Washington, enquanto Willamette Valley produz praticamente todas as avelãs do país. Está ainda na lista dos principais produtores de ruibarbo e mirtilos.

As ostras são uma das iguarias locais

‘Conduza até Carlton e continue até chegar à Pacific Coast Highway – o percurso é rápido,’ sugere um vendedor ambulante, entregando um saco de pêssegos frescos para a nossa coleção de mantimentos. O ‘rápido’ acabou por equivaler a duas horas e meia de viagem entre ruas despavimentadas, através de florestas onde crescem porcini e chanterelles, entre rios e riachos que atravessam os prados das herdades.

Há uma estrada muito mais rápida para norte, através de Tillamook Forest. Os gaios-azuis são uma das espécies de pássaros com a qual podemos cruzar-nos no caminho. A Pacific Coast Highway, ou PCH para os americanos, é a mais famosa estrada dos EUA, depois da Route 66. E este trecho do norte é a única extensão onde se pode experimentar ostras deliciosas, em vez de hambúrgueres.

Get Dirty Farm Tours
Tod, da Get Dirty Farm Tour

Contornámos a fábrica de queijo cheddar com aparência (e sabor) industrial, em Tillamook, passámos pelo Air Museum e o seu hangar gigantesco e virámos à esquerda em direção a Netarts Bay – uma central de ostras. A água acinzentada da baía é o lar de algumas das melhores ostras do país, cobiçadas por vários chefs de topo. Ali, encontrámos Todd Perman, pescador de ostras – ou melhor, atravessámos a lama e as algas rasteiras para chegarmos junto dele. Juntámo-nos com Blake van Roekel e as suas Get Dirty Farm Tours para adquirir um conhecimento mais profundo da origem dos produtos biológicos desta região. Uma das suas tours mais populares é a visita a Todd – completada com o avistamento de algumas aves aquáticas.

‘É o estuário mais limpo do Oregon. Todas as ostras de Netarts Bay são cultivadas à mão,’ explica Todd, puxando para o barco um dos sacos onde elas crescem, para as vermos de perto. Experimentamos algumas, saboreando a sua carne suave e sabor mineral – Todd prefere-as com uma gota de molho picante e um pouco de sumo de lima. Blake leva-nos a conhecer Ben Jacobsen e a sua empresa de sal, um pouco acima, na Whiskey Creek Road. A top chef novaiorquina April Bloomfield disse uma vez que este sal era a sua arma secreta, com os seus flocos crocantes e de sabor apurado, desenvolvidos na baía. ‘Aqui, os níveis de salinidade são mais elevados, há muitas algas, ou seja, há muitos minerais, e a cada 12 horas a água é renovada pela maré’, explica Ben, reenviando-nos para a estrada com um par de embalagens. O nosso estômago resmunga e já passou a hora de almoço quando chegamos à Jetty Fishery. Localizada na extremidade de Nehalem Bay, é uma combinação entre mercado de marisco e peixe, parque de caravanas e campismo e centro de pesca. O melhor é chegar lá com fome, para ver cozinhar os caranguejos de Dungeness com a maior frescura, retirados diretamente da água para a panela.

Enquanto o caranguejo de Dungeness do Pacífico Noroeste é apreciado pelo seu sabor adocicado e delicado, o caranguejo de Dungeness, do Oregon – o ‘crustáceo oficial do estado’ –, é um dos poucos no mundo certificados como sustentável, graças a um programa monitorizado que apenas permite a pesca de machos adultos, de casca maior que 16cm, durante a época dos caranguejos, de dezembro a meio de agosto. As primeiras seis semanas representam 75% da sua pesca anual. A criação a título pessoal destes crustáceos em baías e ao longo da costa, é permitida durante todo o ano e é fácil arrendar o equipamento necessário em qualquer loja de produtos de pesca. A nós, resta-nos apenas abrir as cascas e expor a carne reluzente dos caranguejos, molhando o pão branco no molho que eles libertam.

Pôr do sol em Cannon Beach
Pôr do sol em Cannon Beach

O sol está a pôr-se sobre Cannon Beach enquanto nos dirigimos à artística vila costeira, onde a famosa Haystock Rock se ergue altiva, sobre uma faixa de areia. Não muito diferente da mística rocha do filme Encontros Imediatos de Terceiro Grau, de Steven Spielberg, a sua imagem absorve os visitantes encantados com os papagaios-do-mar, as águias americanas e os ostraceiros-pretos empoleirados no topo. Em baixo, as piscinas naturais enchem-se de estrelas-do-mar e anémonas verdes e os pequenos caranguejos-ermitas apressam-se, deixando vestígios da sua passagem pela areia. À medida que o nosso olhar se cruza com o farol, uma construção fantástica, situada a quase 2 km da costa de Tillamook Head, apercebemo-nos de que o espírito pioneiro dos Estados Unidos ainda vive imponente em Oregon.

Fiona Sims e Gary Latham viajaram com a cortesia de Travel Oregon. Para mais detalhes, visite traveloregon.com


INFORMAÇÕES DE VIAGEM

Oregon é um estado localizado na região do Pacífico Noroeste dos Estados Unidos da América. O voo de Lisboa até Portland dura cerca de 16 horas com uma escala.

DICAS ÚTEIS
A moeda é o dólar americano e o fuso horário é de oito horas a mais que Portugal. Em julho, as temperaturas médias variam entre os 12ºC e os 18ºC.

COMO CHEGAR
A United Airlines faz voos diariamente entre Lisboa e Portland, via Washington.
A Delta Air Lines realiza a mesma ligação, mas com escala em Atlanta.

FONTES DE INFORMAÇÃO
Travel Oregon O departamento oficial de turismo fornece informação atualizada, guias gratuitos e mapas.
Travel Portland O departamento turístico da cidade tem sugestões sobre onde fazer compras, eventos e miradouros, assim como conselhos e história local.

LEITURA ADICIONAL
Winemakers of the Willamette Valley por Vivian Perry e John Vincent. Descubra mais acerca da paixão e produtividade da área vinícola com melhor reputação do Oregon, a sua população e território.
Guardians of the Lights: Stories of US Lighthouse Keepers por Elinor de Wire. Pense nos homens barbudos que outrora mantinham os navios a salvo ao ler estes contos sobre os guardiões de faróis americanos.


Onde comer

Os preços são para três pratos, por pessoa, excluindo o vinho, exceto se escrito o contrário.

Evoo Metade aula de culinária, metade jantar entre amigos, gerido por Bob Neroni e a sua mulher, Lenore Emery-Neroni. Junte-se aos outros clientes e prepare-se para experimentar três pratos harmonizados com vinhos e sobremesa. 120€.

Jetty Fishery Este é o local ideal para comer o caranguejo de Dungeness, a especialidade de marisco da região. Com um peso médio de 900g, este crustáceo é uma refeição só por si, acompanhado por um vinho de Oregon comprado na loja (traga os seus copos). Caranguejo cerca de 20€.

Newmans at 988 Numa sala acolhedora a dez passos da praia, o chef John Newman cria pratos como ravioli de lagosta com molho de vinho Marsala e avelãs. 40€.

Nick’s Italian Café Atualmente, é a filha de Nick que gere este restaurante histórico, que serve receitas familiares de massa e pizza há mais de 30 anos. 20€.

Stephanie Inn Dining Room O chef Aaron Bedard faz o melhor uso dos produtos locais nos seus menus, destacando particularmente o peixe, e incluindo pratos como o robalo selado com massa orzo, courgette grelhada e molho Provençal. 45€.

Thistle O cantinho de um enólogo no coração de Willamette Valley. O chef Eric Bechard serve terrina de língua de vaca e lombo de porco; os ingredientes são produzidos localmente e os pratos são inspirados nos princípios da cozinha moderna americana. 30€.


Onde ficar

Inn at Red Hills Tem 20 quartos acolhedores, no centro da zona vinícola de Willamette Valley. A maioria deles conta com pequenas salas, chuveiros espaçosos e wi-fi. Certifique-se de que reserva um quarto longe da autoestrada barulhenta. Duplos desde 155€.

Stephanie Inn Esta morada campestre e elegante encontra-se na melhor posição da linha costeira de Cannon Beach. É o sonho de qualquer apreciador de vinho, há convívios e provas na sala de estar ao final da tarde. Tire partido do restaurante, que apresenta várias combinações imperdíveis de produtos locais (ver ‘Onde comer’). Duplos desde 322€.

Surfsand Resort A poucos passos da famosa Haystack Rock, este hotel é perfeito para guardar a sua prancha de surf e admirar a vista espetacular. Peça um quarto nos andares de cima para conseguir ver a praia. Duplos desde 193€.

The Allison Inn & Spa O Willamette Valley tem alguma falta de locais elegantes onde dormir, mas este hotel e spa de madeira, maravilhoso e localizado em 14 hectares aromáticos, é ideal. O seu restaurante Jory tornou-se um ponto de convívio entre apreciadores de vinho, com os melhores de Oregon disponíveis a copo. Experimente saladas ótimas, entradas inovadoras, como sopa de milho e vieiras embrulhadas em pancetta, com um brioche de milho. Duplos desde 351€.


Cannon Beach
Cannon Beach

A não perder

Get Dirty Farm Tours Se gosta de comer e saber de onde vem a comida, inscreva-se numa das tours do chef Blake van Roekel, que se foca unicamente nas quintas sustentáveis do Oregon. É a primeira do género e deixa-o rodeado de cenários fantásticos – e o piquenique só por si já vale a viagem. Desde 38€ por pessoa.

Convívios em McMinnville Compete frequentemente com a vizinha Newberg pelo título de melhor cidade em região vinícola, mas tem vantagens – loja vintage, livraria, galerias de arte e cafés. Também exibe o Evergreen Aviation & Space Museum, que contém o ‘Spruce Goose’, de Howard Hughe, o maior barco voador construído em madeira e também o maior do seu estilo.

Avistar baleias em Cape Lookout State Park Continue após Netarts Bay, ao longo de estradas sinuosas com paisagens incríveis até Cape Lookout State Park e faça o percurso pedestre circular de 8km, prestando atenção às baleias cinzentas. Em cada primavera, 19.000 baleias viajam 19.300 km desde a Baja California Peninsula, no México, até ao Mar de
Bering.

Prova de vinhos em Carlton A pequena vila histórica e pioneira, no distrito de Yamhill-Carlton, em Willamette Valley, ganha vida aos fins-de-semana quando os enoturistas chegam e percorrem a estrada onde dezenas de pequenas adegas oferecem provas dos seus vinhos e alguns petiscos ou dispõem mesmo de restaurantes.

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