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48 HORAS EM… GOA, ÍNDIA

por Food and Travel Portugal
48 HORAS EM… GOA, ÍNDIA

Ligado historicamente a Portugal, o mais pequeno estado da Índia tem feito um caminho consistente de afirmação da sua cultura. Fleur Rollet-Manus visitou Goa e explorou a rica diversidade da sua gastronomia.

Porquê ir?

Com as suas praias rodeadas de palmeiras, o marisco fresco e a propensão para os pratos picantes, o charme de Goa tem vindo a atrair visitantes estrangeiros desde os anos 60, quando se tornou o paraíso dos hippies. Conquistada pelos portugueses no século XVI e apenas devolvida ao poder indiano em 1961, o passado europeu de Goa está à vista nas suas igrejas brancas, nas casas coloridas e no seu gosto pela sesta. Além disso, mais de um terço dos seus habitantes identifica-se como cristãos. É o estado mais pequeno da Índia mas tem mais de 125km de costa e possui um clima tropical que atrai muitas pessoas a mudarem-se para sul em busca de sol, mar e espiritualidade.


O que fazer?

Um condutor de tuk-tuk espera pelos passageiros

Erguendo-se no meio de uma selva de manguezais entrelaçados, está a capital, Goa Velha, onde os vestígios do império português estão imaculadamente preservados. Certifique-se de que visita a Sé Catedral de Santa Catarina, a maior igreja da Ásia; foi construída em 1640 e alberga um museu dedicado ao rico património da cidade. A igreja de São Caetano também merece uma visita – assemelha-se à Basílica de São Pedro, do Vaticano.

Uma vez saciado o apetite cultural, está na hora de avançar para o litoral. As praias do norte são mais desenvolvidas que as do sul, mais adormecidas – venha cá para conhecer o lado mais descontraído de Goa. Anjuna Beach conseguiu manter o seu status de “hippie hangout”, em grande parte devido ao Wednesday Flea Market (uma feira de rua que abre às 8 da manhã, todas as quartas-feiras), fundado pelos boémios que precisavam de vender bens e juntar dinheiro para prolongar as suas estadias. Hoje em dia é mais difícil encontrar Levis vintage, em vez disso há saris brilhantes, especiarias e roupa de cama cuidadosamente tecida, espalhada sobre folhas de palmeira. As melhores boutiques de Goa exibem os seus produtos no Arpora’s Saturday Night Market, a partir das 16 horas: prepare-se para ver arte feita com conchas, rendas, lenços goeses e máscaras esculpidas à mão.

Lanche um patoleo, um bolo de folha de açafrão feito com arroz, sal e coco, enquanto passeia. No local onde nasceu o yoga, não faltam ashrams (eremitérios hindus). Descontraia no The Mandala, que dispõe de aulas avulso de ashtanga (7€pp). Os mais profissionais do yoga vão querer inscrever-se no curso cujo programa dura uma semana, no Swan Yoga Retreat para aprimorar ainda mais a sua técnica com especialistas. Depois de alinhar os chakras, dirija-se até às enseadas escondidas de Cola, cujas praias imaculadas são o segredo mais bem guardado da região.


Onde ficar?

Separado do continente por um riacho de água salgada e apenas acessível através de uma ponte de bambu, está o Elsewhere Beach Resort, um retiro idílico no norte. Mergulhe no passado colonial de Goa e passe a noite no Fort Tiracol uma antiga fortaleza portuguesa situada numa encosta com vista panorâmica para o Mar Arábico e sete quartos aconchegantes. Mais a sul, aninhado em Galgibaga Beach, está o eco hotel La Mangrove, com os seus quatro tipis (tendas) de luxo-boho.


Onde comer e beber?

O vindalho, inspirado nas raízes portuguesas da região, teve origem em Goa. A melhor receita deste prato de carne de porco com alho é a do Venite, em Panaji, onde as paredes estão cobertas de rabiscos e, ocasionalmente, de pequenos textos escritos por outros clientes. Os pratos de peixe e arroz aromatizados com coco são as especialidades daqui, com pedaços de salsicha goesa (parecida com chouriço) presentes em várias opções.

O Zeebop, em Kenilworth Beach, serve um caril de balchão épico, que combina bem com paparis (uma folha fina de massa com camarões, alho e malaguetas). Experimente o caranguejo recheado, no The Fisherman’s Wharf – esta cabana rústica à beira-rio tem vários clientes fiéis e está sempre cheia aos fins-de-semana. Esta região também produz a sua própria aguardente, feita a partir de feni (seiva de coco e caju) – experimente-a!


A ficar sem tempo?

Faça uma volta pela Quinta de Especiarias Tanshikar, gerida por uma família de Netravali e depois delicie-se com os vegetais orgânicos, servidos em panelas de barro, temperados com especiarias colhidas diretamente da quinta.


Dica de viagem

Tire três semanas antes de viajar para pedir o seu e-Visa (50€pp). Certifique-se de que faz o pedido no website correto, uma vez que existem várias páginas fraudulentas.

Artigo publicado na edição de janeiro/fevereiro 2019.

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